Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), suplemento alimentar é uma nova categoria criada em 2018 e composta por “produtos para ingestão oral, apresentados em formas farmacêuticas, destinados a suplementar a alimentação de indivíduos saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, isolados ou combinados”, determinando que “os ingredientes, fontes de nutrientes, substâncias bioativas e enzimas devem atender integralmente às especificações de identidade, pureza e composição estabelecidas nas referências, conforme determina o art. 8º da RDC nº 243/2018.” 1
No entanto, mesmo mantendo critérios tão importantes quanto estes, é permitido e possível a cada fabricante combinar ingredientes de fontes diferentes para obter seus limites mínimos estabelecidos.1
Outra questão que interfere na qualidade de um suplemento, embora todos sejam aceitos desde que se mantenha a finalidade a que se propõem, é a possibilidade de utilizar moléculas em seus diferentes graus de hidratação. Um suplemento à base de magnésio, por exemplo, pode ser comercializado em sua forma anidra, diidratada, triidratada, sem ferir os critérios de pureza, porém, com eficácia aumentada ou reduzida para quem consome.1
Os principais critérios de qualidade a serem avaliados em um suplemento
Para recomendar com segurança um suplemento nutricional, é importante considerar:
Biodisponibilidade
Já é comprovado que apenas a presença de um nutriente não garante o seu uso pelo organismo, dando origem ao conceito de biodisponibilidade, criado inicialmente para a farmacologia. A biodisponibilidade determina assim a proporção do nutriente ingerido que é efetivamente utilizado ou, como definida no
Congresso de Biodisponibilidade, em Wageningen na Holanda, “Biodisponibilidade é a fração de qualquer nutriente ingerido que tem o potencial para suprir demandas fisiológicas em tecidos alvos”.3
Os estudos acerca da biodisponibilidade de um nutriente passam pelos seguintes critérios:3
- Especiação do nutriente;
- Ligação molecular;
- Quantidade do nutriente na dieta;
- Matriz onde o nutriente está incorporado;
- Atenuadores da absorção e bioconversão do nutriente.
Produtos hipoalergênicos
As alergias alimentares, e parte das doenças alérgicas como um todo, têm aumentado de forma muito significativa nas últimas décadas, tornando-se um sério problema de saúde e um fator importante na perda de qualidade de vida para crianças e adultos.6
Os riscos de manifestações alérgicas ou intolerâncias tornam-se um problema crescente pela contaminação com impurezas e substâncias não descritas nos rótulos, justificando o uso de ingredientes e produtos hipoalergênicos para os suplementos alimentares com qualidade superior.6
Observando os rótulos
A escolha de um bom suplemento pelo grau de pureza é influenciando pela isenção de ingredientes artificiais, contaminantes e alérgenos comuns.2 Na prática, significa que podemos avaliar a pureza de um suplemento a partir da sua lista de ingredientes. Segundo à ANVISA, é obrigatório indicar nos rótulos ingredientes artificiais e/ou alérgenos como:1
- "Não contém gorduras hidrogenadas";
- "Contém glúten;"
- “Contém lactose;”
- "Contém fenilalanina;" ( Edulcorantes )
- "Contém aromatizantes."
Além disso, é fundamental que o suplemento não apresente nenhuma outra substância além do que esteja especificado, ou seja, nenhuma contaminação. Portanto, é fundamental considerar marcas sérias, confiáveis, com alto investimento em pesquisa e desenvolvimento, para garantir segurança em bons resultados para os pacientes.5
Preparo do organismo do paciente para potencializar a eficácia do suplemento
Além das características como a pureza e a qualidade da matéria-prima de um suplemento, existem diversos fatores que interferem na digestão e absorção dos nutrientes.
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Referências bibliográficas
1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Perguntas e Respostas. Brasilia, 2021. 2. Parra R.M.T., Palma A., Pierucci A.P.T.R. Contaminação de suplementos dietéti-cos usados para prática esportiva: uma revisão de literatura. Rev. Bras. Ciênc. Esporte 33 (4). Dez 2011. 3. Cozzolino S.M.F. Biodisponibilidade de minerais. Rev. Nutr. 10 (2). Jun 1997 4. Cano F.C.S. A inovação das indústrias de suplementos alimentares: whey protein. Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP. 2019. 5. Miranda Y.O.M., Kamia F.D., Vargas M.A., Britto J.N.P. Panorama dos testes clínicos realizados no Brasil: uma análise exploratória utilizando o R. IV Seminário Internacional de Estatística com R. 2019. 6. Ferreira C.T., Seidman E. Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico. J Pedia-tr (Rio J). 2007;83(1):7-20.
Existem vários pilares que diferenciam os suplementos nutricionais disponíveis no mercado, importantes para garantir a segurança e maior eficácia de quem os consome. Conheça neste conteúdo os principais critérios de qualidade a serem avaliados em um suplemento.
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